Deputado acompanha mobilização de policiais e bombeiros na Bahia
06/02/2012 Alexandre Silva Brandão
O deputado estadual Sargento Amauri Soares chegou na Capital da Bahia por volta do meio-dia, segunda-feira (06), para levar solidariedade aos policiais e bombeiros militares que paralisaram suas atividades e acompanhar de perto as negociações. Policial militar, presidente da Aprasc e dirigente da Anaspra (Associação Nacional de Praças), o parlamentar faz parte de uma comitiva de dirigentes de entidades representativas de policiais e bombeiros.
De acordo com a observação do deputado, cerca de 90% do efetivo policial participa, de alguma forma, do movimento de paralisação na Bahia. Na vigília dentro da Assembleia Legislativa baiana não é possível avaliar o número de manifestantes, pois o deputado ainda não conseguiu acesso ao Parlamento. Um cordão formado por de aproximadamente 2 mil militares do Exército e da Força Nacional impede a entrada de novos apoiadores.
Na opinião de Sargento Soares, o apoio ao movimento está se ampliando a cada hora. “O povo está vindo de casa para apoiar, mas esbarra na barreira, alguns sindicalistas e populares também se aproximaram do local”, relatou. A praça, onde se localiza também o Centro Administrativo do Executivo estadual, está lotada de policiais, bombeiros e seus familiares. “Tem mais gente fora apoiando do que lá dentro. Estão desativando a Polícia e vindo para cá”.
Com o fortalecimento do movimento de paralisação e a conquista de mais apoios, Sargento Soares analisa que o governador da Bahia vai ter que ceder e apresentar uma proposta melhor para as lideranças do movimento.
Em entrevista ao portal “Bahia Notícias”, o deputado declarou que o governo do Estado perdeu o controle sobre a greve da Polícia Militar, e acusou o governador Jaques Wagner de ter passado o controle da área do Centro Administrativo (CAB) ao Exército. “Depois que os PMs ouvem o ‘não senhor’, explode uma catarse, passam a ser chamados de criminosos e não tem mais o que perder. Não se sabe onde é que vai parar isso”, explicou. Soares ainda clamou para que não haja derramamento de sangue.
Segundo Soares, por volta das 17 horas, o Exército tentou montar uma barreira de ferro, de 2 metros de altura, para separar a Assembleia Legislativa dos manifestantes que estão do lado de fora. No entanto, o protesto e a mobilização, formada por policiais, familiares e apoiadores, impediram a construção do tapume. "Foi o primeiro passo de recuo do Exército", afirmou Sargento Soares.
Outros representantes da Anaspra de diversos Estados também estiveram em Salvador. Além do presidente da entidade, Pedro Queiroz (Ceará), estiveram Jeoás Santos (Rio Grande do Norte), e o deputado estadual Soldado Sampaio (Roraima). Estão sendo esperados na Bahia mais dirigentes de associações de classe de todo o país.
Em nota divulgada nessa segunda-feira (06), assinada por sindicalistas e deputados, foi feito um apelo para o governo baiano não cometer “qualquer tipo de violência ou repressão aos trabalhadores militares da Bahia, quer seja pela Força Nacional de Segurança, quer seja pelas Forças Armadas”.
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